Avançar para o conteúdo principal

O modelo relacional com famílias em contexto de acolhimento - que caminho?


Para os profissionais de educação os touchpoints devem ser vistos como oportunidades de fazer a diferença na vida das crianças e das famílias: (Brazelton, 2003). Partindo das forças de cada família na promoção e na consolidação das suas competências parentais na resolução destes momentos desorganizados defendem a formação de uma aliança com as famílias no sentido de estabelecer uma relação de qualidade que promova o desenvolvimento adequado da criança e o reconhecimento por parte das famílias das suas competências (Brazelton & Sparrow, 2003). Neste sentido, o profissional de educação terá de ter consciência e confiança no seu conhecimento acerca de cada família e de cada criança para que esse conhecimento se transforme numa afirmação do poder e mestria das famílias.
Numa relação diária, o contato permanente e continuo com crianças e famílias é um elemento facilitador da criação de uma relação de parceria para as equipas educativas.
Porém, em contextos em que a vulnerabilidade e o risco levaram a situações de perigo tendo de se realizar um trabalho com famílias já numa realidade de acolhimento residencial, como se pode concretizar e aplicar este modelo de prevenção?
Num momento de significativa alteração de paradigma no que à relação com as famílias diz respeito, como podemos intervir e concretizar um trabalho de verdadeira reestruturação e capacitação parental?
E será efetivamente possível concretizar este modelo relacional com famílias em que a prevenção não foi suficiente para que se conseguissem organizar de forma a dar a resposta adequada e suficiente aos seus filhos?

Comentários